Uma defesa da desigualdade
Mas me pergunto por que devemos ter inveja das pessoas que possuem grandes fortunas enquanto tantos outros detém um renda infinitamente menor.
E pior: por que devemos responsabilizá-los pela pobreza de outros e redistribuir seu dinheiro?
Entre os 8 mais ricos do mundo 4 são da área da tecnologia.
São pessoas que trouxeram progresso para o mundo, que permitiram que os cidadãos comuns tivessem acesso a bens, produtos e serviços que apenas os mais ricos tinham acesso, e que hoje estão ao alcance de quase todo mundo.
Milionários como Bill Gates e o falecido Steve Jobs, com o fruto dos seus trabalhos, são responsáveis pelo vasto acesso a computadores na palma de nossas mãos.
Sua riqueza, o retorno financeiro que eles tiveram com suas criações é muito menor comparado aos benefícios que eles trouxeram para pessoas comuns.
Você pode pedir uma carona a um preço baixo através de um aplicativo que deixou o empresário milionário utilizando um smartphone que também deixou o empresário milionário.
Você pode até mesmo trabalhar para eles e ganhar o seu sustento.
Você pode anunciar o seu próprio negócio de forma gratuita em uma rede social que também deixou seu criador milionário.
Temos acesso a muito mais coisas hoje e de forma cada vez mais barata graças a empreendedores, e não a medidas governamentais (estas mais atrapalham que ajudam).
Suponha que no seu bairro exista apenas um supermercado; provavelmente o dono será uma pessoa rica, quem sabe a mais rica da região, enquanto os demais moradores vivem com apenas um salário mínimo.
Mas se não fosse por ele, você teria que se deslocar para longe para fazer suas compras, gastar dinheiro com gasolina no carro ou com passagem de ônibus e etc.
Sem você perceber (ou reconhecer isso) essa pessoa trouxe produtos, comodidade e emprego para o seu bairro.
Se uma pessoa descobrisse a cura para o câncer e ficasse milionária por conta disso, ela também deveria ser penalizada e taxada como um demônio que, supostamente, é responsável pela pobreza das outras pessoas?
Neste sentido a desigualdade diminuiu.
Graças à liberdade de criação, ao empreendedorismo, à competitividade, e a necessidade de satisfazer a figura mais soberana do mercado (o consumidor) é que hoje podemos nos dar ao luxo de possuir e de nos servir de coisas que nem os nobres e monarcas de séculos passados imaginariam.



Comentários
Postar um comentário